quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
domingo, 22 de outubro de 2017
domingo, 9 de julho de 2017
domingo, 25 de junho de 2017
Neil DeGrasse Tyson dá uma lição a todos nós
Cardoso 24/06/2017

Uma velha história apócrifa e quase certamente falsa diz que quando Marilyn Monroe e Einstein se encontraram ela falou “Professor, nós deveríamos ter um filho, já imaginou, com a minha beleza e sua inteligência?” Ao que Einstein teria respondido “Nem pensar, já imaginou se ele nasce com a sua inteligência e a minha beleza?”
Neil DeGrasse Tyson teve toda chance de repetir essa piada quando passou mais de uma hora conversando com Katy Perry, em sua casa de reality show, parte de um streaming que ela está fazendo para promover um disco, ou algo assim. Katy é, nas palavras de uma leitora, “uma toupeirinha”. Entre as pérolas que ela soltou durante a conversa temos:
“Matemática tem alguma relação com ciência?”
Katy mistura os ingredientes básicos da pseudoespiritualidade moderna: monoteísmo cristão disfarçado de ecumenismo, acredita em cristais, signos, reencarnação, etc, etc. Seu conhecimento de ciência é mínimo e motivo de piada. Qualquer um se divertiria mostrando como ela está errada em um monte de coisas, como não compreende conceitos básicos, ela sairia humilhada pisoteada e colocada em seu devido lugar.

Eu fiquei esperando a patada, mas ela não veio. Então percebi algo interessante: Neil em nenhum momento falou “você está errada”, “não, não é assim”. Ele buscava pontos em comum com Katy Perry, como contar que a citação na bio dela no Twitter era de Sócrates.
Ele mostrou ciência a ela, ciência que está no dia a dia, ninguém é imune a isso. Muda a perspectiva perceber que para você existir uma estrela teve que morrer, bilhões de anos atrás, forjando em seu núcleo os elementos que hoje são… você.
Eu esperava uma reação de nerd, possessivo, defensivo e territorial. Só entra no meu círculo quem tiver o Conhecimento Sagrado, do contrário é poser, tire essa camiseta da Mulher Maravilha, moleque. O que eu vi foi um Divulgador Científico. Um verdadeiro discípulo de Carl Sagan, que adorava dar aulas para crianças, e responder todas as perguntas, por mais simples que fossem.
As perguntas da Katy Perry são simples também. Em um momento ela embarca em uma sequência de porquês digna de uma criança, mas o brilhante é que Neil não se irrita, não perde o raciocínio e a mantém fascinada. O lindo de tudo é que ele não a espanta, não a afasta, ela mesmo sem entender fica cada vez mais curiosa e fascinada com a Ciência.
ISSO é a verdadeira divulgação científica, não se manter em torres de marfim desdenhando de quem sabe menos. O objetivo dele ali não era ensinar ciência para Katy, mas ensinar o conceito da Ciência, reacender a chama da curiosidade, que nasce com toda criança e é pisoteada por professores ruins e pais desinteressados.
Neil DeGrasse Tyson deu uma aula, não de ciência mas de divulgação científica. Todo mundo que tem a pretensão de escrever sobre ciência para leigos, precisa assistir esse vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=3ujWVbjKBCo
Retirado de: https://contraditorium.com/2017/06/24/cientista-negro-famoso-devora-cerebro-de-katy-perry-da-uma-licao-todos-nos/
domingo, 19 de março de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Primeiro carro voador com produção em série é colocado à venda
A era dos carros voadores começou. Não por conta dos muitos protótipos de que temos notícia por aí, mas sim por conta do início das vendas do primeiro deles, o PAL-V Liberty Sport. O modelo, fabricado pela PAL-V (Personal Air Land Vehicle), começou a ser vendido nesta segunda (13) por preços que vão de US$ 399 mil (algo em torno de R$ 1,244 milhão) a US$ 599 mil (cerca de R$ 1,87 milhão), para a versão inaugural, chamada de Pioneer Edition. Ela terá apenas 90 unidades produzidas e é, desde já, item de colecionador.
O PAL-V Liberty Sport é basicamente um girocóptero desmontável que pode rodar por ruas e estradas. No modo automóvel, ele tem 4 m de comprimento, 2 m de largura e 1,70 m de altura. O entre-eixos não é divulgado, provavelmente porque ele importa pouco na oferta de espaço: o PAL-V Liberty Sport leva apenas duas pessoas. Em terra, o carro voador chega a 160 km/h e vai de 0 a 100 km/h em menos de 9 s. Pesando apenas 664 kg sem passageiros e com um tanque de 100 litros, ele pode chegar a 1.315 km de autonomia e roda com gasolina de 95 octanas, 98 octanas ou Avgas.
No modo girocóptero, ele fica com 6,10 m de comprimento, 2 m de largura e 3,20 m de altura. As pás da hélice superior, abertas, têm um diâmetro de 10,75 m. Sua velocidade máxima no ar é de 180 km/h, com uma velocidade de cruzeiro de 140 km/h. Com uma pessoa só a bordo (e uma carga útil de 246 kg), ele pode percorrer 500 km. Com duas, a autonomia fica em 400 km. Sua altitude máxima de operação é 3.500 m.
O PAL-V Liberty Sport tem dois motores Rotax de 100 hp que movem exatamente as mesmas partes (em voo) e trabalham com um esquema de redundância. Se um dos dois falhar, o outro ainda consegue levar o girocóptero em segurança até o solo. A marca não informa, mas o motor responsável por mover o carro no asfalto (apenas um deles, mesmo) deve impulsionar as rodas de trás do veículo, deixando a dianteira apenas com a tarefa de esterçar. Para ter mais estabilidade, o PAL-V inclina nas curvas, assim como o Carver One, modelo com o qual o Liberty Sport também compartilha a nacionalidade holandesa.
O modelo atual é bem diferente do protótipo que foi testado no vídeo acima, também visível na foto abaixo.
Quem quiser reservar o seu terá de ter carteira de motorista e brevê para girocóptero. A empresa promete devolver o dinheiro dos clientes de países em que o Liberty Sport não for homologado para ambas as utilizações, mas parece confiante de que ele atenderá às normas da maioria dos países. Tanto que diz que reservas firmes só podem ser feitas por depósitos não-reembolsáveis em caso de desistência. Sorte àqueles que confiarem que a PAL-V vai realmente entregar seu carro voador em 2018. Talvez ela não seja necessária, mas é preciso ter um bocado de confiança na idoneidade da empresa para aceitar as condições que ela coloca.
Estudo revela quanto tempo levou o 'parto' do Sistema Solar
© image
Tudo começou há 13,8 bilhões de anos, no Big Bang. A explosão que deu origem ao universo soltou muito gás — e só isso. Essa matéria toda logo começou a se organizar, e assim surgiram galáxias como a sua, a Via Láctea. Mas ela não veio de fábrica com o Sol e a Terra já no devido lugar.
Há 4,6 bilhões de anos, muito depois do Big Bang, tudo em que você poderá pôr as mãos na vida, de suas roupas à superfície de Marte, ainda era apenas uma nuvem de poeira e gás hidrogênio muito, muito grande. Nela já estavam contidos os átomos que formariam eu, você e todo o Sistema Solar.
A palavra “nuvem”, tão leve, não dá uma noção exata da quantidade de gás que estava em jogo: era tanta massa que toda essa matéria, antes difusa, entrou em colapso por causa da própria gravidade. Primeiro a mistura cósmica foi achatada, como uma pizza ou um LP. Então esse disco girou, e seu centro se aqueceu tanto e acumulou tanto gás que deu à luz o Sol. Da matéria prima que sobrou saíram os oito planetas conhecidos e milhares de outros pequenos astros.
Não foi um parto fácil: entre o colapso da nuvem lá no começo e o momento em que Júpiter e Saturno engordaram o suficiente para garantir o equilíbrio gravitacional do Sistema Solar — momento em que nosso endereço cósmico ficou com a carinha que conhecemos hoje — 4 milhões de anos haviam se passado. Foi essa a descoberta de um artigo científico publicado semana passada na Science , que contou com a participação da pesquisadora brasileira Maria Zucolotto, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Sem dúvida é um parto longo para os padrões de um mamífero. Mas, para os padrões da cosmologia, o Sistema Solar não poderia estar mais dentro da média: a observação de nebulosas da nossa vizinhança indica que a formação de um sistema estelar leva entre 2 milhões e 6 milhões de anos.
A chave para a descoberta está em rochas muito, muito antigas chamadas “angrites” em inglês — uma referência à cidade de Angra dos Reis (RJ), onde foi encontrado, em 1896, um meteorito cheio delas. Elas são rochas basálticas, ou seja: lava resfriada. A diferença é que a lava em questão se cristalizou há 4,55 bilhões de anos, um piscar de olhos depois da formação do Sistema Solar.
Além da mera idade, as angritas são ótimas para a ciência por outro motivo: elas são cheias de urânio, que é um ótimo relógio biológico. Com o tempo, o metal radioativo decai e vira chumbo, e a química sabe exatamente qual é esse tempo — o que dá uma estimativa muito boa da idade delas.
Com um dado cronológico tão preciso em mãos, os cientistas então analisaram a intensidade do campo magnético a que foram submetidas essas rochas anciãs em vários períodos da formação do Sistema Solar. Angritas que estiveram imersas em gás — um indicador de que a nuvem de formação de astros ainda estava lá — denunciaram campos magnéticos de 5 a 50 teslas. Já angritas mais jovens, com 4,563 bilhões de anos ou menos, não flutuaram na nuvem, encarando apenas 0,6 tesla. Sinal de que, naquela altura, o Sistema Solar já tinha saído do forno.
http://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/estudo-revela-quanto-tempo-levou-o-parto-do-sistema-solar/ar-AAmTLQ6?li=AA523q&ocid=spartandhp
Assinar:
Postagens (Atom)
